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| 18/11/2009 |
Barbara Gancia sobre Erundina
16 de Novembro de 2009 Leio na “Veja” a entrevista com a deputada Luiza Erundina (PSB-SP), condenada a ressarcir a prefeitura de São Paulo em R$ 350 mil por ter usado recursos oficiais para publicar um anúncio qualquer em sua gestão. O pessoal tá de brincadeira, não é mesmo? Conheço bem o caráter da ex-prefeita de São Paulo e tenho por ela um carinho muito especial, que gostaria de compartilhar com os leitores deste mocó. Confesso que não vi a eleição de Erundina para prefeita com bons olhos. O que sabia dela, até então, é que ela era adepta de um tipo de militância que considerava legítimo exercer pressão política queimando ônibus e depredando propriedade pública. Mas, assim que ela entrou na prefeitura, comecei a rever o conceito que fazia dela. Dias depois da posse de Erundina, meu pai, Piero Gancia, que na época era presidente da CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo), recebeu a notícia de que Bernie Ecclestone havia cancelado o GP do Brasil de Fórmula 1, no circuito de Jacarepaguá, no Rio, porque não estava disposto a pagar o “pedágio” exigido pela prefeitura carioca. Sem possibilidade de fazer a corrida no Rio, Piero foi obrigado a se virar para arrumar outro autódromo, caso contrário o Brasil perderia a sua corrida. Ele pediu uma audiência com a prefeita e explicou a gravidade da situação. Para sua surpresa, Erundina teve a sensibilidade de entender de cara o que um evento desse porte significaria para São Paulo e meu pai saiu de seu gabinete com a promessa de que ela faria o que fosse possível para trazer a corrida para Interlagos. A pista não estava em condições de receber o Grande Prêmio e Erundina acabou montando uma operação em parceria com a Shell, na qual disponibilizaria terrenos da prefeitura (em regime de comodato) a serem ocupados por postos de gasolina em troca de recursos para a reforma do autódromo. O mesmo tipo de acordo foi selado com a Sopave, empresa de coleta de lixo, o que anos depois gerou um escandaloso processo por parte da oposição, que tentou explorar a reforma da pista para ganho político. Noto que a prefeita acabou sendo inocentada pela Justiça e que meu pai testemunhou a seu favor. A reforma foi concluída a toque de caixa e o GP voltou para São Paulo, onde permanece até hoje gerando recursos para os cofres públicos. Trata-se do evento que mais dinheiro traz para a cidade no ano todo e que faz com que São Paulo seja a mais importante destinação turística da América do Sul. Tem mais: desde a gestão de Erunda, nenhum prefeito (pouco importa o matiz ou partido) sequer contemplou a possibilidade de perder o GP para outras praças.
Ao longo da execução da obra, a parceria entre a CBA e a prefeitura acabou gerando uma relação de respeito mútuo entre meu pai e a prefeita. Depois de o projeto concluído, Erundina confessou ao meu pai que ele havia sido o primeiro empresário que ela conhecera de perto e que isso a fizera mudar de ideia sobre a classe empresarial. Não meço palavras para dizer que meu pai é um príncipe, sujeito corretíssimo, e que o fato de que Erundina valorizou a sua amizade com ele para mim diz muito sobre seu caráter. Embora se tratem por “senhor” e “senhora” até hoje, os dois acabaram ficando muito amigos. Vira e mexe, ela liga lá em casa para saber do estado de saúde do meu velho, que está acamado há algum tempo com uma doença incurável. Só tenho coisas boas para dizer sobre Luiza Erundina. Votei nela de lá para cá em todas as eleições que ela concorreu e nunca me arrependi. Talvez, ao longo de seu governo, a prefeita possa ter cometido erros. Mas estou certa de que nunca foi responsável por qualquer improbidade com o nosso dinheiro. Vou tentar falar com ela ao longo da semana e me colocar à disposição para ajudá-la no que for a superar esse castigo completamente desproporcional que caiu sob suas costas. Comente (31)
Escrito por Tadeu Zanoni às 18h40
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| 09/11/2009 |
Faixas nas ruas
Destaco a matéria da Vejinha falando da sinalização de solo, de pista, quase apagada em muitas vias da cidade de São Paulo. Até que enfim um órgão da grande imprensa tocou nesse tema. Outro dia reclamei da sinalização de solo apagada em algumas vias perto de casa. Fui numa carta para o Estadão. A Prefeitura informou que tinha pintado. Estou até hoje para tirar fotos da sinalização apagada em rua de mão dupla e estreita. Mas o problema acontece também em muitas outras vias. Outro dia o Andrea Mattarazo escreveu no Twitter que aquelas faixas brancas nas guias eram "sujeira" e que a cidade sai ganhando com o seu fim. Discordo. A prefeitura precisa também pintar faixas amarelas para sinalizar que o estacionamento é proibido. No meu bairro, que era residencial e está ficando totalmente comercial, até as quinas das esquinas estão sendo ocupadas. Isso não pode. Mas a CET aparece para multar? Nem em sonho. Sou juiz de Direito. Vejo o CNJ falando e mandando em tudo o que aparece no Judiciário. Que falta faz um CNJ para a Prefeitura...
Escrito por Tadeu Zanoni às 13h12
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Oposição
Conversando com meu pai neste final de semana ele mostrava seu inconformismo com o fato do Lula não ter melhorado a situação dos aposentados que ganham mais que um salário mínimo, caso dele. Para os que ganham um salário somente a situação vem melhorando consideravelmente, eis que os reajustes são sempre em cifras superiores à inflação. Aí eu falei para o meu pai que, por outro lado, a oposição não tem o que dizer. Se for dizer, se for sincera, seria: A situação está ruim, mas conosco piora. Afinal de contas, a oposição ao Lula chegou bem perto de promover o fim total das aposentadorias acima do mínimo (algo como o modelo chileno). Era o sonho dourado do tucanato. Talvez continue sendo, mas bem lá no fundo. Então, a oposição chora, mas o que eles podem dizer de bom na área social, na ampliação das garantias sociais? Nada ou quase nada. Por isso que ficam com tanto medo de uma candidata escorada no presidente da República com mais de 80% de aprovação.
Escrito por Tadeu Zanoni às 13h04
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| 19/10/2009 |
Do blog do Ancelmo Góis
País do telegolpe Quinta, um diretor da Globosat recebeu uma ligação de um telegolpista. Deu-se o diálogo: — Alô! A Telemar e a TV Globo sortearam o senhor para um prêmio! — Meu amigo, a Telemar mudou de nome faz tempo... Agora é Oi. E a Globo não faz esse tipo de promoção. — Ah, o senhor acha? — Não acho. Eu sei. Vai procurar outro otário...
Escrito por Tadeu Zanoni às 18h06
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| 02/10/2009 |
Padrinhos
Com a indicação do Toffoli para o STF eu fui ver algumas fotos antigas que tinha em casa. Estavam até separadas somente numa caixa de coisas antigas minhas. Um dos álbuns era de fotos do meu casamento. A Denise e o Toffoli foram meus padrinhos. Eles não eram casados à época, então deu para colocar os dois, grandes amigos, grandes influências. Esta semana, por conta da sabatina do Toffoli, acabei pensando muito nele. Vi quase toda a sabatina dele. Mas um lado meu lembra da Denise. Na faculdade ela era uma grande pessoa. Popular, simpática, inteligente, dedicada, cheia de planos. No segundoanos ficamos mais próximos. Disputamos eleição para a representação discente na mesma chapa. Eu fui para o Departamento de Direito do Trabalho. Ela foi para Penal. No terceiro ano fomos trabalhar no mesmo local, o 1o TAC - Tribunal de Alçada Civil. No começo, ficamos até na mesma sala. Depois ela foi mandada para outra sala. Eu fique na Entrada de Autos, terceiro andar. Ela ficou na Distribuição de Autos, segundo andar. A minha sala não tinha expediente ao público. A dela tinha. Isso causava muita indignação nela. Na minha sala, findo o trabalho, era possível ler, estudar. Na dela, nem pensar. Depois, não lembro se nesse mesmo ano, ela foi ser assistente de um juiz do TACRIM. Não ficou muito tempo lá, diferenças de pensamento. Voltou para a distribuição. Depois, passou em outro concurso e foi ser oficial de Justiça. Era o que fazia quando passou no concurso do MP. Já no último ano de faculdade a depressão começou a aparecer. Na época eu nem sabia o que era isso. Aliás, ela pensava que era isso, mas era outra coisa. Infelizmente, com o passar dos anos, tudo foi piorando. Até que veio o fim, com sua morte em 2002. Este ano completamos 20 anos de formatura. Dia 07 de novembro temos festa. No dia 13 de maio deste ano eu lembrei do programa que fizemos em 13 de maio de 1989, o comício do Lula em S. Bernardo do Campo. Fomos no carro dela. Depois comemos pizza.
Escrito por Tadeu Zanoni às 17h14
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| 25/09/2009 |
De mineiro
O EMPRESÁRIO E O MINEIRIM: Num certo dia, um empresário viajava pelo interior de Minas. Ao ver um peão tocando umas vacas, parou para lhe fazer algumas perguntas: - Voce poderia me dar umas informações? - Claro, sô! - Essas vacas dão muito leite? - Qual que o senhor quer saber: as maiáda ou as marrom? - Pode ser as malhadas.. - Dá uns 12 litro por dia! - E as marrons? - Tamém uns 12 litro por dia! O empresário pensou um pouco e logo tornou a perguntar: - Elas comem o quê? - Qual? As maiáda ou as marrom? - Sei lá, pode ser as marrons! - As marrom come pasto e sal. - Hum! E as malhadas? - Tamém come pasto e sal! O empresário, sem conseguir esconder a irritação: - Escuta aqui, meu amigo! Por quê toda vez que eu te pergunto alguma coisa sobre as vacas você me diz se quero saber das malhadas ou das marrons, sendo que é tudo a mesma resposta? E o matuto responde: - É que as maiáda são minha! - E as marrons? - Tamém! ______________________________ Dois cumpadres de Varginha tavam bem sossegadim fumando seus respectivos cigarrim de paia e proseano...... Conversa vai, conversa vem, eis que a certa altura um deles pergunta pro outro: - Cumpadre, u quê quiocê acha desse negoço de nudez? - No que o outro respondeu: - Acho bão, sô! O outro ficou assim, pensativo, meditativo...e perguntou de novo: - Ocê acha bão purcaus diquê, cumpadre? E o outro: - Uai! É mió nudês do que nunosso, né mesmo? ____________________________________________________________ SUTILEZA MINEIRA:
O cumpadi, há muito tempo de olho na cumadi, aproveitô a ausência do cumpadi e resolveu fazer uma visitinha para ver se ela não carecia de arguma coisa... Chegando lá, os dois meio sem jeito, não estavam acostumados a ficar a sós....falaram sobre o tempo.... - Será qui chove? - Pois é..... Ficô um grande silêncio..... Aí, o cumpadi se enche de corage e resorve quebrá o gelo: - Cumadi....qui qui ocê acha: trepemo ou tomemo um café? - Ah, cumpadi...cê mi pegô sem pó..... ________________________________________________________________ CUNVERSA DE MINEIRIM: - Cumpadi, muié é bicho estranho, num é mêsss??? - Num gosta di pescá..... - Num gosta di futebor... - Num sabi contá piada.... - Num toma umas pinguinha.... - Óia, cumpadi....si num tivesse aquele trem que nois gosta, eu nem cumprimentava!
Escrito por Tadeu Zanoni às 21h19
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| 07/09/2009 |
O sequestro do metrô 123
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Classificação: 
Um filme com dois grandes atores, Denzel Washington e John Travolta merce uma visita ao cinema. Além disso, foi melhor do que eu esperava. Bons diálogos e uma trama bem colocada, azeitada, funcional.
Buscar na Web "O sequestro do metrô 123"
Categoria: Avaliação
Escrito por Tadeu Zanoni às 10h43
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Up - Altas aventuras
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Classificação: 
Mais sum excelente filme da Pixar.
Vendo o trailer ficava com medo, achando que pudesse ser um filme meio bobo. Não. O filme entrega o que promete.
É diferente de Monstros vs Alienígenas, meio bobão, infantil demais.
Esse tem complexidade e aquela coisa necessária para adultos. O personagem Carl encarna o ponto em que tememos chegar na velhice: sem perspectivas, sem ter realizados os sonhos de criança.
No caso, Carl casou com a pessoa que seria sua parceira. O filme é bem hábil em mostrar como os problemas do dia a dia iam se colocando no meio e, um belo dia, eles estão velhinhos. Depois, ela morre e a bela casinha será circundada por um prédio.
Colocar balões na casa e sair voando pelo mundo é uma excelente idéia.
E depois? Bom, depois até aparecem cachorros que falam...
Buscar na Web "Up - Altas aventuras"
Categoria: Avaliação
Escrito por Tadeu Zanoni às 10h42
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| 24/08/2009 |
Tempos de Paz
http://www.imdb.com/title/tt1223932/
Classificação: 
Um grande filme nacional. Pena que poucos estejam vendo isso. A parte final, com os nomes dos estrangeiros acolhidos aqui durante a guerra foi de chorar, muito emocionante.
É um filme calcado em dois atores: Dan Stulbach e Tony Ramos. Impressionante o grau de boçalidade do Segismundo, personagem de Tony Ramos. Uma grande história, muito bem contada.
Buscar na Web "Tempos de Paz"
Categoria: Avaliação
Escrito por Tadeu Zanoni às 15h42
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Se beber, não case!
http://www.imdb.com/title/tt1119646/
Classificação: 
Uma comédia inteligente, sem apelação, divertida. Fazia tempo que não via algo assim. Valeu a pena e espero que o filme repita aqui o sucesso que fez nos Estados Unidos.
Buscar na Web "Se beber, não case!"
Categoria: Avaliação
Escrito por Tadeu Zanoni às 15h39
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| 17/08/2009 |
Lula
O governador Roberto Requião (PMDB), do Paraná, que passou o último fim de semana em Brasília, me disse quea apoiará Dilma Rousseff para suceder Lula. Quanto à avliação que faz do governo Lula, repetiu o que ouviu de um amigo: - Dou nota 6. Mas se for para comparar com o governo de Fernando Henrique Cardoso, dou nota 10. Requião perguntou antes de se despedir: - Você sabe quem é o segundo candidato de Lula à sucessão? - Serra - respondi. Ele comentou: "É isso mesmo". E foi embora.
Escrito por Tadeu Zanoni às 15h55
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| 16/08/2009 |
Como posições muito sectárias acabam sendo burras
Recebi um email com um trecho do filme Entreatos, do João Moreira Salles, como sendo a prova acabada de corrupção no governo Lula. É aquele trecho, marcante porque é um dos poucos em que Zé Dirceu aparece, faz com que a equipe de gravação saia da sala. Esse trecho não prova nada, com exceção da desconfiança do Zér Dirceu. Um pouco de arrogância também, mostrando que era previsível que os acontecimentos tivessem ido na linha em que foram. É duro ver gente que não entende isso e fica congestionando a internet com bobagem.
Escrito por Tadeu Zanoni às 21h28
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| 03/08/2009 |
Bem feito
segunda-feira, 3 de agosto de 2009 | 16:24 Dácio Vieira, o juiz que concedeu a liminar que impôs a censura a O Estado de S. Paulo, proibindo-o de publicar reportagens sobre a investigação da PF contra Fernando Sarney, pode ter dois problemas no futuro por causa da decisão. Vieira, conforme revelou o Estadão, faz parte do convívio social de Sarney e de Agaciel Maia, além de já ter trabalhado no Senado. Quais são os dois problemas? O primeiro é com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) onde seu caso certamente será analisado. O segundo: Vieira integrou várias listas para ser promovido ao STJ. Já esteve quase lá. A decisão de sexta-feira passada praticamente sepulta suas chances de subir esse degrau na carreira. Por Lauro Jardim
Escrito por Tadeu Zanoni às 22h22
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| 19/07/2009 |
Merten fala de Território Restrito
12.04.09 por Luiz Carlos Merten, Seção: Cinema 09:51:56. PORTO ALEGRE - Nas últimas vezes que entrevistei Alice Braga, ela sempre me falou (bem,) de Harrison Ford e agora o filme que Alice fez com o astro de 'Indiana Jones' entrou em cartaz sorrateiramente. Não diria que 'Território Restrito' é bom, mas gostei de ter visto o filme de Wayne Kramer, que havia feito 'Quebrando a Banca'. Numa época de paranóia, em que George W. Bush falava em construir um muro para separar a fronteira mexicana - aliás, é curiosa essa obsessão por muros e como tanta gente que era contra o de Berlim agora acha esses bacanas; me chocou muito o muro que separa Gaza em Israel, mas eu, enfim, não sou parâmetro para ninguém -, o filme vem discutir a questão do imigrante. São vários no filme. Mexicanos, islâmicos, chineses, africanos. Várias histórias cruzadas - e a personagem de Alice Braga abre e fecha 'Território Restrito' -, todas tendo como eixo o agente de fronteira humanitário interpretado por Ford. Entrevistei-o só uma vez na vida, e foi por 'Segunda Chance', o filme de Mike Nichols, em Veneza. Achei Harrison Ford muito chato, tão politicamente correto - antes que o conceito se impusesse - que me pareceu um mala, mas o respeito como ator. Ele pode representar o mínimo, mas tem, como os grandes astros dos anos dourados, o 'pathos'. Há uma amargura desenhada em sua cara, no rictus de seu sorriso. Ele passa, de forma convincente para mim, um sentimento de desgosto em relação ao mundo. E o filme tem a cara de uma 'América' que se transforma. Logo no começo, a jovem de ascendência árabe faz uma redação escolar tentando entender por que terroristas jihadistas atacaram as torres gêmeas e a casa é invadida pelas brigadas de Bush Jr. O encontro da advogada com a agente-mór expressa pontos de vista inconciliáveis. As histórias se sucedem, culminando na cerimônia de assumir a cidadania. De certa forma, ela é o equivalente do desfecho de 'Independence Day', no qual o alemão Roland Emmerich teceu uma fantasia bélica para celebrar o 4 de julho como a data de redenção da humanidade. Aqui, a celebração é mais intimista. A 'América', como terra da promessa e da liberdade, volta a abrir seus braços para acolher os imigrantes. O próprio hino, cantado a capella, dá um tom mais cerimonioso à cena. Não é só a vida daquelas pessoas que está mudando. 'Território Restrito' tem a cara do que se espera venham a ser os EUA sob Barack Obama. Alice Braga aparece pouco, mas ela é tão intensa que não precisa mais do que esses poucos minutos para insinuar uma personagem que fica com o espectador.
Escrito por Tadeu Zanoni às 17h20
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Filmes
Rio Congelado, Bemvindo, Território restrito. São três filmes sobre o mesmo problema: imigração. Os três são densos, pesados, tristes, de chorar. Talvez Território Restrito seja o menos triste dos três, mas tem diversas histórias paralelas. Impossível alguma delas não grudar na sua mente e não te acompanhar por diversos dias. Rio Congelado teve situações limite, desesperadoras. Em vários momentos deixei a sala ou coloquei a almofada na frente do rosto.
Escrito por Tadeu Zanoni às 16h50
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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Homem, de 36 a 45 anos, Portuguese, English, Cinema e vídeo, Bebidas e vinhos, Caminhadas
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